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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre - RS

Foto da 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Nos dias 11, 12, 13 e 14 de Novembro, vai acontecer em Porto Alegre (RS) a tão esperada 2ª Feira do Livro Anarquista!
Estamos construindo a programação da feira, e para isto estamos fazendo esse chamado aberto para todo/as que estejam interessado/as em ajudar nesta construção. Você pode se envolver de três jeitos:

• Propondo algum bate-papo, palestra, oficina ou o que mais quiser incluir na programação da feira;
• Colaborar em alguma das comissões de organização da feira, que são: alimentação, infraestrutura, bebidas/bar e a ciranda, que cuidará das crianças do/as participantes do evento;
• Trazendo materiais para exposição.

Então se alguém que virá quiser participar ativamente na organização do evento, pedimos que mande um e-mail para flapoa@libertar.se e coloque no assunto: “colaborar”. Não esqueça de descrever a sua proposta de atividade e/ou a comissão com a qual quer contribuir, para podermos já nos organizar com o número de voluntário/as.

Também quem for vir com material para exposição, e necessitar bancas, também pedimos para que mandem e-mail requisitando-as para que possamos providenciá-las.

Para o/as compas que virão de outras cidades, estaremos disponibilizando lugares para ficarem durante os dias da feira, mas para isso é necessário que enviem com antecedência um e-mail para flapoa@libertar.se e coloque no assunto: “alojamento”. Iremos pedir para os que precisarem de estadia uma contribuição de 10 reais para cobrir alguns dos custos do evento. Lembramos da necessidade de trazerem colchonetes e cobertas. Também vai ter uma área fora que quem tiver barraca vai poder acampar.

Teremos uma comissão para cuidar das crianças que forem vir para o evento enquanto os pais participam das atividades, inclusive desenvolvendo atividades próprias para elas. Portanto, na hora de se inscreverem, por favor também avisem se vem crianças junto, e a idade, para podermos preparar algo bacana.

No mais, fica o chamado para todo/as virem prestigiar o evento, que será marcado por bate-papos, oficinas, livros, filmes, contatos e amizades, enfim, vivências em geral que tanto contribuem para a nossa aproximação enquanto anarquistas.

Este ano também estará acontecendo, nas noites do evento, o 1° Festival de Música Anarquista da FlaPoA, que já conta com bandas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e, claro, as bandas locais. Se você tem alguma banda e quiser tocar no evento, deixamos aberto o chamado para participarem! Também é só entrar em contato por e-mail!

Comissão de Organização¹ da 2ª Feira do Livro Anarquista

Mais infos: flapoa@libertar.se

[1] Fazemos reuniões abertas semanais de organização, quem quiser comparecer entrar em contato por e-mail.

Fonte: http://noticiasanarquistas.noblogs.org
Página do evento: http://flapoa.deriva.com.br/
Relato da 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre
Fotos da 1ª Feira...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Centro de Cultura Social - 27 de Abril: "Anarquismo nos EUA - uma recente história", CrimethInc

Quarta-feira - 20h
Anarquismo nos EUA: uma recente história
"Um resumo das atividades anarquistas nos EUA nas últimas duas décadas, começando antes dos movimentos anti-globalização e anti-guerra e vindo até hoje. Descreveremos os diferentes tipos de anarquismo que tomou a América do Norte, focando algumas das maiores campanhas e direções buscando tirar lições que podem ser úteis fora dos EUA".

http://www.crimethinc.com/

Centro de Cultura Social
Rua General Jardim, 253 Sala 22
Vila Buarque São Paulo – SP
Próximo ao metrô Republica

domingo, 6 de março de 2011

Curso de difusão da FEUSP - Anarquistas, criação cultural, invenção pedagógica: práticas e concepções

Anarquistas, criação cultural, invenção pedagógica: práticas e concepções

objetivo: O curso buscará resgatar dimensões das práticas culturais e pedagógicas anarquistas que foram referência para a experiência brasileira das Escolas modernas, no início do século XX (1912). Baseando-se em pesquisas bibliográficas realizadas por inúmeros estudiosos no Brasil e no exterior, o curso procurará evidenciar a inseparabilidade cultura-educação nas concepções e nas práticas anarquistas. Tal especificidade do movimento ácrata configura sua visão educacional, na escola ou fora dela, como campo de apropriação da cultura e instrumento de libertação social.

período de realização: 14/03/2011 até 27/06/2011

locais: Faculdade de Educação USP

público: alunos da graduação, pós-graduação, das licenciaturas da USP e de Universidades Públicas.

pré-requisito: alunos de graduação

período de inscrição: de 21/02/2011 até 11/03/2011 das 09:00 às 19:00 (ou até o fim das vagas)

número de vagas: 40

procedimento de inscrição: trazer cópia do RG e do CPF, preencher ficha específica (FEUSP: Av. Da Universidade, 308, sala 19 Bl. B)

critérios de seleção: por ordem de inscrição

custo: gratuito

dia/horário de realização: Segunda-feira 14:00 às 17:30

Fonte: Biblioteca Terra Livre

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

4° Congresso Operário Brasileiro COB-AIT - 28/30 de Janeiro

Retirado do sítio da Confederação Operária Brasileira - http://cob-ait.net/index.php/infos/49-anarcosindical/296-4o-cob-2011

Convidamos a todxs xs companheirxs:
“4º Congresso Operário Brasileiro

Aos trabalhadorxs
Interpretando a célebre máxima de que a emancipação dos trabalhadorxs será obra dos próprios trabalhadores, a Confederação Operária Brasileira resolveu celebrar o 4º Congresso Operário Brasileiro, cujas as sessões terão inicio no dia 28, 29 e 30 de janeiro, às 9 horas, Porto Alegre, RS.
Neste Congresso, cujo o tema é *105 anos de Sindicalismo Revolucionário no Brasil, Ação Direta e Solidariedade na Defesa dos Trabalhadores*, discutiremos os meios de ação e o aprofundamento do sindicalismo revolucionário como referência histórica de luta de nossa gente por bem estar e liberdade.
Convictos que só com a cooperação do maior número, mediante o esforço de nossos companheiros, é que as resoluções que nele se tomarem poderão ser levadas à prática, convidam todxs trabalhadorxs à participarem de forma coletiva das suas sessões, para que conheçam as deliberações tomadas pelos delegados de nossa organização e por conseguinte, guiados unicamente pela aspiração de libertar o trabalho do monopólio capitalista.
Companheirxs, solidariedade e união de nossa luta, compareçam ao 4º Congresso Operário Brasileiro.

Agradecemos antecipadamente, Secretaria Executiva do 4º Congresso Operário Brasileiro”

Mais informações com:
Tel: (51) 3222 9817

Federação Operária de São Paulo: fosp@cob-ait.net
Federação Operária do Rio Grande do Sul: forgs@cob-ait.net
Federação Operária de Sergipe: fose@cob-ait.net
Federação Operária de Goiás: fogo@cob-ait.net
Federação Operária Mineira: fom@cob-ait.net
Secretariado da COB-AIT: secretariado@cob-ait.net

Nossa lista aberta:
http://list.cob-ait.net/listinfo/sindicalista

Na construção do comunismo libertário através do anarcossindicalismo!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Agenda de eventos - Novembro 2010

Repassando os eventos noticiados neste blog para o mês de novembro:

02/11 terça-feira - 16h30
Rediscutindo o anarquismo e o sindicalismo
Palestra com Lucien van der Walt
Local: Ay Carmela - Rua das Carmelitas, 140, Metrô Sé. São Paulo. Telefone: 3104-4330.
Fonte: Black Flame

04/11 quinta-feira - 10h-18h
Seminário Centenário da Morte de León Tolstoi
Local:UFF (Universidade Federal Fluminense) Campus Gragoatá, Bloco O, 5º andar, Sala 1 (525). Niterói - São Domingos.
Fonte: http://www.ohomemrevoltado.blogspot.com/

05-07/11
1ª Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre
Local: Espaço Libertário Moinho Negro, rua Marcilio Dias, 1463.
Fonte: http://flapoa.deriva.com.br

06/11 Sábado - 14h
Rediscutindo o anarquismo e o sindicalismo
Palestra com Lucien van der Walt
Local: Centro de Cultura Social: Rua Torres Homem 790, Vila Isabel, Rio de Janeiro. Telefone: 2520-7101.
Fonte: Black Flame

06/11 Sábado - 16h
Palestra “Foucault e a potência da retórica”, com Nildo Avelino (Doutor em Ciência Política e integrante do CCS).
Local: Centro de Cultura Social. Rua General Jardim, 253 Sala 22 (próximo ao metrô República). São Paulo.
Fonte: http://www.ccssp.org

27/11 Sábado - 16h
Lançamento: Malatesta. Biografia ilustrada de um símbolo do anarquismo italiano. Desenhos de Fabio Santin, texto de Elis Fraccaro, posfácio de Nildo Avelino. Tradução de Maria Ling e Nildo Avelino. Editora Robson Achiamé [21x28cm - 106p].
Local: Centro de Cultura Social. Rua General Jardim, 253 Sala 22 (próximo ao metrô República). São Paulo.
Fonte: http://www.ccssp.org

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Palestras com Lucien van der Walt em São Paulo e no Rio de Janeiro - Novembro 2010

Repassando uma informação que chegou por e-mail.

Rediscutindo o anarquismo e o sindicalismo
Palestra com Lucien van der Walt

São Paulo
Quando: 3ª feira (feriado), dia 2/11 às 16h30.
Onde: Ay Carmela: Rua das Carmelitas, 140, Metrô Sé (paralela à Rua do
Carmo, travessa da Rua Tabatinguera) Telefone: 3104-4330.

Rio de Janeiro
Quando: Sábado, dia 06/11 às 14h.
Onde: Centro de Cultura Social: Rua Torres Homem 790, Vila Isabel,
Telefone: 2520-7101.
Como chegar: # ônibus – 438, 432, 433, 232, 268, 638. # trem – descer na estação maracanã e pegar qualquer ônibus que passe no boulevard 28 de Setembro. # metrô – comprar o bilhete integração para Vila Isabel, descer na estação São Francisco Xavier e pegar o ônibus do metrô para Vila Isabel. # referências: Escola de Samba Vila Isabel, último ponto do Boulevard 28 de Setembro e Pizzaria Parmê.

O historiador sul-africano Lucien Van der Walt (fundador da Zabalaza Anarchist Communist Front – ZACF) estará no Brasil nos próximos dias e participará de eventos para a discussão do livro que escreveu em co-autoria com Michael Schmidt. “Black Flame: The Revolutionary Class Politics of Anarchism and Syndicalism” [A Chama Negra: a política revolucionária e classista do anarquismo e do sindicalismo] foi publicado pela AKPress dos EUA em 2009 e aguarda publicação em outros idiomas.

Para leitores do inglês, ver: http://black-flame-anarchism.blogspot.com/.

Realização:
Federação Anarquista de São Paulo (FASP)
www.anarquismosp.org
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)
www.farj.org

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Centro de Cultura Social - Novembro/Dezembro 2010

06/11 Sábado - 16h
“Foucault e a potência da retórica”, com Nildo Avelino (Doutor em Ciência Política e integrante do CCS).

27/11 Sábado - 16h
Lançamento: Malatesta. Biografia ilustrada de um símbolo do anarquismo italiano. Desenhos de Fabio Santin, texto de Elis Fraccaro, posfácio de Nildo Avelino. Tradução de Maria Ling e Nildo Avelino. Editora Robson Achiamé [21x28cm - 106p].

04/12 Sábado - 16h
Leitura Dramática, “As Criadas” de Jean Genet. Direção de Alberto Centurião (Dramaturgo, ator e diretor de teatro, integrante do CCS).

Centro de Cultura Social
Rua General Jardim, 253 Sala 22 (próximo ao metrô República)
São Paulo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre - Novembro 2010


Nos dias 5, 6 e 7 de novembro ocorrerá uma feira do livro anarquista na capital do Rio Grande do Sul.

"Grupos como a editora Deriva, Imaginário, Imprensa Marginal, Antena Negra, Ação Antisexista, Federação Anarquista Gaúcha, entre outros coletivos e editoras, estarão participando e organizando a 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, no Espaço Libertário Moinho Negro, rua Marcilio Dias, 1463. Na programação conversas em torno dos temas como "Anarquismo e Geografia", "Anarcologia e Protopia", "Feminismo e Anarquismo", lançamento de livros, filmes, exposições, oficinas, comida, confraternização...

A programação completa pode vista aqui:
http://flapoa.deriva.com.br/"

Fonte: http://www.ainfos.ca/pt/ainfos04674.html

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

IX Expressões Anarquistas 2010

Infelizmente não estou em São Paulo para participar do IX Expressões Anarquistas, evento que me chamou a atenção pela proposta e organização.
Segue abaixo o cartaz do evento que começou hoje (11/10) e está previsto para durar até amanhã (12/10).


O endereço é Rua Cerqueira Cesar, 185 - Santo Amaro - São Paulo.

Programação detalhada em http://www.ainfos.ca/ainfos20011.html
Evento organizado pela FOSP-COB.
http://cob-ait.net
http://fosp.anarkio.net

sábado, 9 de outubro de 2010

Palestra - Anarquismo e Sindicalismo na África do Sul - 10/10

Com muito atraso, novamente, divulgo a palestra sobre o movimento Anarquista e o sindicalismo revolucionário na África do Sul.
O evento acontecerá amanhã (domingo - 10/10), 16h, no Espaço Ay Carmela, em São Paulo.

Rua das Carmelitas, 140, Metrô Sé
(paralela à Rua do Carmo, travessa da Rua Tabatinguera)
Telefone: 3104 4330

Organização: Federação Anarquista de São Paulo (FASP)
http://www.anarquismosp.org

Fonte: A-Infos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Centro de Cultura Social - Programação Outubro 2010

02/10 Sábado - 16h
"A trajetória do Centro de Cultura Social (1933-2007)", com Lúcia Parra (Historiadora formada pela USP e integrante do CCS).

16/10 Sábado - 16h
Eu, ator e anarquista: homenagem a Chico Cuberos”. Exibição do último trabalho teatral de Chico Cuberos, o monólogo O último programa de Cubanacan (texto e direção de Alberto Centurião).

23/10 Sábado - 16h
“O paradigma indiciário na construção do conhecimento” [II], com Anna Gicelle Alaniz (Doutora em História pela USP e integrante do CCS).

Centro de Cultura Social
Rua General Jardim, 253 Sala 22 (próximo ao metrô República)
São Paulo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O naufrágio da economia grega, a ilha insubmissa e as ondas reflexivas na internet


(Indicação de dois artigos sob o ponto de vista anarquista)

Tenho lido diversos textos sobre os acontecimentos recentes na Grécia. Se por um lado, a crise grega teve pesada carga negativa para o capitalismo e para o bloco europeu, por outro, as manifestações da população grega deram novo ânimo ao movimento anarquista da Grécia, e de todo o mundo, e aos movimentos autonomistas e libertários. Essas manifestações foram reflexos do plano de austeridade, imposto pela União Européia e pelo FMI ao governo grego para a liberação de empréstimo que visa a recuperação da frágil economia do país. Anos de corrupção de governos de direita e esquerda fizeram com que a economia naufragasse e desembocasse nesse mar revolto.

Na internet, dentre vários artigos que tenho lido, dois me chamaram a atenção. O primeiro é uma reflexão do Nu-SOL (Núcleo de Sociabilidade Libertária) sobre o anarquismo grego. O texto do Nu-Sol, "grécia: a vida começa com fogo", abarca os avanços e recuos do anarquismo neste oceano de incertezas grego. Partindo daí, põe na prancha não apenas o movimento daquele canto do mundo. Percebendo a possível captura da insubmissão grega pelo sistema, o Nu-SOL afirma: "É preciso dissolver a distinção entre coletivistas e individualistas./É precioso o ar daqueles que se incomodam com a sobrevivência a partir de si próprios./É pressa por revolta!/ O mundo é outro! O fogo é o mesmo!".

O outro texto está na última edição do periódico chileno El Surco, a de número 16. O artigo de Malgenio Volga, "Grecia: la cuna y la tumba de occidente" (Grécia: o berço e a tumba do ocidente, numa tradução livre), também solto nesse mar de informações, reflete a situação na qual o anarquismo grego se encontra, recuperando os acontecimentos que fizeram desaguar as revoltas gregas. O texto termina apontando o fato de que o conflito ainda não possui um desenlace: "El relato aún se escribe y dependerá de la fuerza de cada agonista de que la obra finalizada desemboque en tragedia o epopeya de una nueva sociedad que puja por abrirse paso en un contexto de crisis económica, ecológica, política, total".

Especulações a parte, são dois bons textos que merecem ser lidos por quem acompanha as notícias da Grécia, que ainda não encontrou terra firme, nesse oceano de informações que é a internet. E, desta forma, difundo também a 16ª edição do El Surco, basta entrar na página do jornal mensal e baixá-lo. Trata-se de periódico que, apesar de curto, abarca assuntos nacionais (chilenos) e internacionais com igual relevo. Que esse belo oceano não deixe de enviar boas ondas, como essas, à nossas praias que anseiam por liberdade...

Dr. Bogóloff

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ghassan Ali, um comunista libertário na Frente Popular de Libertação da Palestina


O texto abaixo foi retirado do sítio Anarkismo.net, que é uma espécie de portal anarquista com informações, notícias, discussões e ensaios a respeito do anarquismo publicados em todo o mundo. O portal é de tendência plataformista. A entrevista com Ghassan Ali é significativa por mostrar a presença de um anarquista no conflito envolvendo Israel e a Palestina, assim como nos problemas internos palestinos.
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A presente entrevista foi realizada por Nicolás Pasadena para a edição de fevereiro do periódico francês Alternative Libertaire (que corresponde à organização de mesmo nome). Essa edição reuniu um dossiê a respeito da causa palestina e pode ser visto no seguinte link: http://www.anarkismo.net/article/16104 (Nota do tradutor). [English] [Français] [Castellano] [Italiano]

Ghassan Ali, um comunista libertário na Frente Popular de Libertação da Palestina

Ghassan Ali é um refugiado da terceira geração. Seus avos foram expulsos de seu povoado na atual Israel. Ele e seus pais nasceram em campos de refugiados na faixa de Gaza. Ainda menino lançou pedras na primeira Intifada (1987-1993). Recorda sua trajetória para Alternative Libertaire e explica seu ponta de vista como comunista libertário dentro da FPLP[1] e as perspectivas que vislumbra para a Resistência.

Qual é a situação em Gaza desde a guerra de janeiro de 2009?

Gaza ainda permanece em um impasse. A situação humanitária continua degradando-se. O bloqueio imposto por Israel e pela comunidade internacional nos enclausurou neste gueto, onde as pessoas têm de fazer frente à destruição, a fome e a catástrofe sanitária. Por volta de 40.000 casas e edifícios ficaram destruídos e seus habitantes, que agora vivem em acampamentos, passaram assim seu primeiro inverno.

A situação política é desesperadora. Israel continua com seu projeto colonial que visa impor suas condições ao governo estadunidense, com a União Européia a sustentando pelos bastidores. Os falcões israelenses estão ameaçando Gaza com uma nova guerra e o mundo ocidental responde colocando lenha na fogueira para a condenação de Israel proposta pela comissão de inquérito da ONU[2].

Além disso, há que se destacar a situação interna, que afeta aos palestinos mais que qualquer outra coisa. A luta fratricida é alimentada pelo Fatah e Hamas, que agem apenas pelos seus interesses particulares e suas alianças regionais e globais. O povo palestino é a única vítima destes conflitos. O panorama é desolador e marcado pelos riscos. A causa palestina nunca esteve tão ameaçada como está agora.

Como você se uniu à FPLP?

Quando era adolescente, apoiava o Fatah. Mas na época dos Acordos de Oslo estive reunido com Haydar Abdelshafi, uma importante figura da Resistência que havia presidido a delegação palestina nas conferências de paz de Madrid. Ele me proporcionou uma cópia dos Acordos de Oslo e me explicou os perigos para nossa causa. Minha consciência política começou a se desenvolver após este encontro e minha observação direta da corrupção, da injustiça social, dos encarceramentos políticos e a supressão de toda voz dissonante com a Autoridade Palestina. Durante esta época, chamada “os dias dourados do Acordo de Oslo”, aderi ao sindicato de estudantes da FPLP e logo me tornei um membro da organização.

Como caracterizaria a FPLP de 2009? Há alguma diferença entre os objetivos que proclamava e sua política real?

Nas eleições gerais de 2006, a FPLP obteve somente 3 assentos. Não obstante, está melhor situada hoje em dia devido a crescente desafeição com as políticas do Hamas e Fatah, que levam à divisão interna e à guerra civil, beneficiando dessa forma a ocupação. Mas a FPLP (e todas as forças de esquerda) estiveram vegetando durante anos e não são vistas como alternativas fortes e credíveis. Isso irá requerer importantes mudanças estratégicas.

Como comunista libertário e membro da FPLP, qual é seu ponto de vista acerca da organização?

A FPLP é fruto de uma ampla e diversa tradição. Quando foi formada (em 1967) se orientava principalmente pelo nacionalismo árabe, no entanto, em 1972 irá se identificar como marxista. Seus eixos fundamentais são dois: a luta pela libertação e pela justiça social. Atualmente está composta por maoístas e estalinistas, mas também há militantes libertários, como é o meu caso. Todos os militantes buscam fazer eco à sua voz. Como comunista libertário acredito que construir o poder popular através das lutas conjuntas é mais importante que tratar de unificar todas as forças da esquerda palestina: unir debilidades não redunda necessariamente em uma maior força e efetividade. Para jogar um papel importante em nosso futuro, a FPLP deveria olhar o seu passado: por exemplo, as experiências dos comitês populares durante a primeira Intifada, que criaram estruturas educativas, sociais, culturais e econômicas. Escolas populares substituíram aquelas fechadas pela ocupação e redes cooperativas substituíam os empregos que se perdiam em Israel. Foi uma luta muito efetiva, a experiência agrupou todo o povo: homens, mulheres e crianças em cada povoado e em cada campo de refugiados. Sim, era possível falar de uma ação comum da esquerda.

O que você poderia nos dizer sobre as atuais relações entre Hamas, a FPLP e Fatah?

A FPLP sempre sustentou o seguinte princípio: “Uma luta unificada contra a ocupação e um debate democrático em torno da luta social e dos assuntos internos”. A FPLP, Fatah e Hamas buscam mudar a situação interna e de por fim a luta entre as forças da Resistência. Infelizmente, os dois pólos da direita (Hamas e Fatah) ainda estão muito marcados pelo sectarismo: “Se não é um dos nossos, está contra nós”. Ambos querem um monopólio na legitimidade política e que os demais se submetam a sua política. Após as eleições de 2006, a FPLP sustentou um enfoque claro: estamos pela unidade da resistência, pela democracia e o entendimento entre os palestinos. O que, por outro lado, vem sendo nossa orientação desde sempre. Estamos contra os encarceramentos políticos e outras violações dos direitos civis e individuais. Porque, para a FPLP, nada justifica que os palestinos se matem entre si. Estes pontos de vista tem nos acarretado problemas com os serviços de segurança tanto da Cisjordânia como de Gaza, ou seja, com ambas Autoridades Palestinas.

Qual é a atual situação dos movimentos sociais na resistência contra Israel?

Durante a segunda Intifada, que começou em 2000, a resistência organizada e armada não começou depois de três meses após o massacre de manifestantes por parte das forças israelenses. A desproporção de forças entre manifestantes desarmados e aviões de combate gerou como resposta um levantamento popular armado.

Mas o problema que subsiste ainda é de caráter estratégico e de carência de reivindicações políticas. A Autoridade Nacional Palestina insiste na via da negociação com Israel (o que tem se demonstrado como algo totalmente ineficaz) e de obediência aos Estados Unidos. No que diz respeito ao Hamas, seguem recorrendo unicamente à demagogia, alimentados pela brutalidade israelense.

No entanto, há várias iniciativas de resistência popular contra a ocupação: boicotes, manifestações contra o muro, campanhas de colheita de azeitonas por parte dos camponeses... Se os palestinos e o movimento de solidariedade internacional puderem expandir estas ações, poderiam desenvolver um papel importante na resistência à ocupação.

Acredita que estamos prestes a uma terceira Intifada?

Dada a conjuntura interna e regional, é difícil prever isto. As negociações se encontram em um ponto de morte clínica e o governo israelense não tem nenhuma intenção de conceder nada para Mahmoud Abbas, que é o última a acreditar nas negociações. Tudo é possível. A ausência de unidade nacional e a total divergência política entre as duas forças palestinas majoritárias faz com que seja difícil prever uma estratégia unitária de resistência, uma “terceira Intifada” para um futuro próximo. Mas devemos recordar também que nada previa o início das duas primeiras Intifadas.

Para finalizarmos, devemos levantar a pergunta mais espinhosa: Um Estado, dois Estados...?

Deixe-me recordar-lhe que até 1974 os palestinos reivindicavam um único Estado secular e democrático como solução. Esta demanda foi abandonada depois das pressões da comunidade internacional. Desde então, a OLP tem reivindicado um Estado palestino limitado as fronteiras dos territórios ocupados desde 1967, que correspondem a 27%do antigo Mandato palestino[3]. Desde o início das negociações para implementar as resoluções por parte de Israel. Ao contrário, os territórios do futuro Estado palestino tem sido cortados; a questão do retorno dos refugiados tem sido rechaçada; o fim da colonização foi postergado indefinidamente. Finalmente, os palestinos com cidadania israelense (em torno de 20% do total) correm o risco de serem deportados para acabar com a ameaça à “pureza demográfica do Estado judeu”.

O mais importante, na minha opinião, para todos os que residem no Mandato palestino, é terminar com o projeto colonialista de Israel e, para todos, construir um território onde todos sejam tratados por igual, independentemente de sua religião ou grupo étnico.Um único Estado democrático permitirá tornar possível este sonho, mas acredito que a correlação de forças atual não seixa margem de manobra para essa possibilidade. De qualquer forma, seja qual for o ponto de vista de cada qual a respeito deste ponto, a tarefa imediata para todos deve ser dar um fim à ocupação colonial e lutar por uma vida digna para todos, que possa oferecer esperanças às próximas gerações.


Entrevista de Nicolás Pasadena (AL 77)
Tradução do francês para o castelhano de ALB Noticias e do castelhano para o português por: Daniel Augusto de Almeida Alves.


Notas:
1. Frente Popular de Libertação da Palestina
2. A França, por exemplo, não apoiou a resolução da ONU de 5 de novembro de 2009 que aprovava com uma ampla maioria as conclusões de uma comissão de investigação sobre “crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade” em Gaza. Três semanas depois, o embaixador francês em Tel Aviv assegurava ao Estado de Israel a amizade da de Francia e atacava a comissão de investigação da ONU.
3. O Mandato Britânico da Palestina, territórios ocupados pelos britânicos entre 1920 y 1948.

Related Link: http://www.alternativelibertaire.org

domingo, 4 de abril de 2010

Filmografia sobre a Guerra Civil Espanhola

A Guerra Civil Espanhola é um dos temas que mais me atraem. Os fatos que se sucederam de 1936 a 1939 na Espanha têm sido revistos pela historiografia e atraído toda sorte de artistas.
Vi, nestes dias, dois filmes a respeito do conflito espanhol, ambos produzidos pela CNT (Confederación Nacional del Trabajo). Há um canal no You Tube em que estão disponíveis diversos filmes a cerca deste tema e do anarquismo na Espanha. Acesse.

En la brecha é um curta-metragem que mostra um dia na vida de um habitante da Barcelona livre de 1936, quando os anarquistas e a CNT-FAI gozam de enorme prestígio por terem derrotado a sublevação militarista que tomou parte da Espanha.


1ª parte


2ª parte


1936 - Un pueblo en armas, de Juan Palleja e Louis Frank, é um documentário que fala sobre a guerra e a atuação dos anarquistas.












quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Atividades do Centro de Cultura Social - São Paulo

Dia 21/11 as 16h
“História e militância anarquista: uma homenagem à Edgar Rodrigues (1921-2009)”, com Anna Gicelle Garcia Alaniz (Doutora em História Social pela USP e Pós-Doutora em Filosofia da Educação pela UNICAMP).
Com o lançamento do livro pela Editora Achiamé: A sementeira de idéias: Edgar Rodrigues, uma vida dedicada à memória anarquista, de Anna Gicelle Garcia Alaniz, Rio de Janeiro: Achiamé editor, 2009, 108p.

Dia 05/12
Conversação com o escritor, ensaísta e cineasta libertário João Silvério Trevisan sobre seu último livro O rei do cheiro – romance, Rio de Janeiro, Editora Record, 2009, 315p.

Maiores informações: Centro de Cultura Social - São Paulo

sábado, 31 de outubro de 2009

Sede da FAG é invadida pela Polícia Civil

29 de outubro de 2009, a partir das 16 horas - a Polícia Civil do RS sob o comando da governadora Yeda Crusius promove diligência na sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG).
O mandado de segurança do governo busca apreender material de propaganda política contra o governo acusado de corrupção. Os cartazes abordam o empréstimo junto ao Banco Mundial e o assassinato do sem-terra Eltom Brum.
Este ato é pura provocação do Executivo gaúcho, atravessado por atos de corrupção e situações até hoje sem explicação, como a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro desse ano.
Conclamamos as forças vivas da esquerda gaúcha para reagirmos de forma unificada contra mais esse desmando.

Solidariamente, Federação Anarquista Gaúcha

www.vermelhoenegro.org/fag

Texto retirado da página da Federação Anarquista Gaúcha